MUNDO PEQUENO
Cristina
Baracat
O livro Libertação,
psicografado por Chico Xavier e escrito pelo espírito André Luiz, nos traz um tema
intrincado sobre obsessão. Existe um
verdadeiro exemplo de paciência por parte de alguns protagonistas no intuito de
desfazer uma perseguição planejada.
Do mesmo modo que o amor é um oceano de solidariedade,
o ódio é uma corrente que se prende aos propósitos da vingança.
Peço licença, caro leitor, para entrar no drama das
personagens. A mãe de Gregório recorre ao benfeitor Gúbio para que ele a ajude na
recuperação do filho. Por sua vez, o benfeitor quer auxiliar a filha
reencarnada, Margarida. Acontece que esta, a filha de Gúbio, é alvo da perseguição
de Gregório em atitude de desafeto ocorrida em reencarnação passada.
Para ajudar Margarida, Gúbio terá que pedir
neutralidade ao chefe daquela organização de obsessores, Gregório. Saldanha,
subordinado às ordens do “maior” dos perseguidores, se dispõe a coordenar a
vingança contra Margarida porque odiava o pai encarnado da moça. O genitor, na
profissão de Juiz, sentenciou injustamente o filho de Saldanha. Veja você,
leitor, como as pessoas encarnadas e desencanadas se entrelaçam mais do que as aparências.
Mas, voltemos à narrativa: Gúbio para desmantelar essa
rede de conflitos, nos dá uma aula de sabedoria. Para obter a neutralidade de Gregório
e interceder junto à Margarida, propõe um possível retorno do obsessor à carne com a ajuda da filha. Com a anuência
do “chefe”, dá o segundo passo que consiste em aproximar-se de Saldanha, que
atingia Margarida diretamente. Antes, Gúbio terá que auxiliá-lo na superação de
mágoas e ressentimentos. E Saldanha, que adoecia Margarida com o seu ódio, irá
salvar sua vítima do adoecimento, bastando para isso mudança de atitude.
No estudo deste caso, em que o leitor encontrará
detalhes no livro, percebemos que a dissolução dos conflitos íntimos é algo a
ser tratado com delicadeza e paciência.
Por estas e por
outras, não é que o mundo é pequeno?