Gostas de poemas? Gostas de histórias? Gostas de pensar sobre a espiritualidade? Gostas de viver, amar e aprender? Gostas de fazer amigos? Então, entre neste blog!
domingo, 16 de dezembro de 2018
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
A Girafa, o Macaco, o Leão e o Gorila
A Girafa, o Macaco, o
Leão e o Gorila
D. Girafa
vivia feliz no seu pedacinho de floresta. Tinha as folhas verdes e luminosas
das árvores para se alimentar, e um rio azul contornando as matas, lhe matava a sede.
Certa
feita, seu amigo Macaco, da cidade dos bichos, foi visitá-la, e trouxe-lhe
novidades:
- Sabe, D. Girafa,
o prefeito Leão disse que é preciso um mutirão para cuidar das árvores,
evitando-se queimadas.
A D. Girafa
ouviu atenta o seu amigo, porém não gostava do prefeito. Ela votou em seu
oponente, o Gorila. Seu candidato perdeu a eleição por pouca diferença de
votos. Assim ele despediu-se da visita, a Girafa conversou consigo mesma em
alto e em bom som:
-Já sei, vou
queimar todas essas árvores e aí eu quero ver quem ganha as próximas eleições!
Vai dar Gorila na cabeça!
E assim o
fez. D. Girafa pôs fogo em todas as
árvores ao seu redor.
Quando o
Macaco retornou para uma nova visita, encontrou a Girafa bem magra, sem as
folhas das árvores para se alimentar. Por sorte, ele havia trazido uns cachos
de banana, e a amiga comeu com vontade.
Assim que a D.
Girafa se fartou das bananas, ele tratou de dar notícias da cidade dos bichos:
- Amiga, o
prefeito Leão afirmou que é necessário a participação de todos para cuidar dos
rios e mantê-los limpos.
Assim que o
macaco retirou-se da visita, D. Girafa tratou de colocar o seu plano em
prática: passou a deixar todo o seu lixo na cabeceira do rio e sujá-lo o máximo
que pôde.
Depois de
algum tempo, o Macaco retornou para vê-la. E qual não foi a sua surpresa? Com
pesar, encontrou a D. Girafa desnutrida por não ter alimento e doente por beber
a água do rio poluída.
O Macaco tentou socorrê-la de todas as formas,
mas era tarde demais.
Autora: Cristina Baracat
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Dublin
Dublin
Junho
de 2018. Desci no aeroporto de Dublin e vislumbrei um céu nublado, um vento
frio cortando a pele. Saudades. Minha filha e meu genro moram naquela cidade.
Conhecida
como a Esmeralda da Europa, Dublin tem
verões distribuídos em belos parques. O rio Liffey corta a capital, convive com
a cidade e se harmoniza com a sua paisagem. Diferente dos nossos rios que sofrem
com o esgoto despejado em suas águas. Fico a me perguntar por qual motivo, pagamos
pelo tratamento do esgoto, jogado em nossos rios e não recebemos pelo serviço.
Nesse curto período de verão em Dublin, pela manhã a temperatura gira em torno
de 5 graus e à tarde chega a 17 ou 18 graus. Satisfeitas, as pessoas vão para
as ruas e até usam bermudas coloridas, saudando o sol!
Nos
supermercados, as frutas ficam embaladas em sacos plásticos, apesar da menor
variedade em relação àquelas encontradas no Brasil. O transporte rodoviário e
ferroviário é espetacular. Linhas de trem ligam as cidades com preços
acessíveis. Fico imaginando se no futuro, o Brasil terá a tão sonhada malha
ferroviária, ligando de ponta a ponta as capitais em nosso país.
Numa
daquelas tardes de junho, decidi conhecer Sandycove, próxima a Dublin. Queria entrar
no museu James Joyce, além de ser uma bela e pequena cidade à beira mar. A
tarde oferecia fortes ventos e céu nublado. Depois de visitar os principais
pontos turísticos, sentei-me num banco, e fiquei a observar a praia sem areia,
contida por muros de arrimo. Eu estava de cachecol e blusa de frio. Curiosa,
olhava os seus moradores. Pareciam alegres, tomando banho de mar com um sabor
bem distante dos trópicos.
Enquanto observava
aquelas pessoas a se banharem, numa água e num tempo para mim excessivamente
frios, lembrei-me do poema de Gonçalves Dias: Canção do Exílio. Sempre achei aquele poema, próprio dos
românticos, uma espécie de lirismo saudosista exagerado. Mas, naquele instante,
como um véu a desnudar o meu rosto, pude revisitá-lo com um novo e estranho sentimento
na alma.
Voltei à infância e à casa de minha avó em Minas Gerais.
De mãos calejadas e com uma bacia de alumínio ao colo, sentou-se ao sol, e
pôs-se a cortar com a faca a couve em fios. Com que destreza ela divide aquelas
folhas da largura ínfima de uma linha? Depois, o feijão, feito com muito alho.
Nunca mais comi um feijão como aquele. Em Dublin, há muitos brasileiros, e não foi
difícil encontrar um restaurante de comida mineira.
Quando pousei no Brasil, era então tarde da noite. Chamei
um táxi para a casa. No caminho, desejei sinceramente que o povo do meu país
tivesse um governo justo e bom. Desejei que o dia amanhecesse e eu pudesse ver
o sol, o céu azul e sentir aquele calor morno.
Ao
acordar fui ao mercado em busca de frutas. Saboreei ao máximo cada um daqueles manjares.
O quarto desejo... Planejar as férias que me sobraram: sentar-me ao sol em uma
praia bem acolhedora, talvez ao sul da Bahia e percorrer quilômetros e mais
quilômetros de areias brancas e quentes.
Cristina Baracat
sábado, 29 de setembro de 2018
Paragens
Paragens
Teu coração é cor do vento.
Teus pés são caravelas soltas ao mar.
Tua rede mata a minha sede.
Teu colar são sementes de luar.
Sobrevoo, avisto terra.
Meu desejo é o teu paladar.
Ternura à vista,
Me entrego ao teu descobrimento.
Cristina
Baracat
Assinar:
Postagens (Atom)

