SEGUNDA MORTE
Cristina Baracat
E é morrendo, que nascemos
para a vida eterna.
para a vida eterna.
No capítulo 6, do livro Libertação, psicografado por Chico Xavier, encontramos diálogo interessante.
Para responder aos questionamentos de
André Luiz, o Instrutor, Gúbio, levanta a questão: ... Já ouviste falar, (...), numa “segunda morte”... (p.105)
Afinal,
o que seria isso? Morremos uma segunda
vez?
O assunto vem à tona
quando André Luiz e o Instrutor estão numa região trevosa com o objetivo de
resgatar Gregório, um espírito endividado. Ao observar formas ovóides, as perguntas do aprendiz levam Gúbio
a explicá-lo como é a segunda morte. Como
um professor atencioso para alunos interessados, ele a divide em partes:
a) Na
primeira, refere-se a espíritos mais evoluídos, que perdem o veículo
perispíritico, conquistando planos mais altos;
b) Na
segunda, ocorre com espíritos que necessitam se reencarnar na Terra. Nesse
caso, eles se submetem a operações redutivas e desintegradoras dos elementos
perispíriticos[1]
para renascerem.
O Instrutor expõe ainda
uma terceira ocorrência. Diz respeito a personalidades ignorantes e más. São
transviados e criminosos que perdem a forma perispiritual e imantam-se aos que
se lhes associaram nos crimes.
O aprendiz, em diálogo
com Gúbio, as descreve como formas indecisas, obscuras. Assemelham-se a
pequenas esferas ovóides, um pouco
maior que o crânio humano.
Essas formas ovóides habitam as regiões trevosas, aderidas
às entidades afins, que de certa forma, são parceiros nos erros praticados.
Portanto, segundo André
Luiz, existem três tipos de morte: a primeira refere-se aos espíritos mais elevados em direção
a planos evoluídos; a segunda diz respeito aos
espíritos que reencarnam na Terra; e a terceira ocorre com espíritos presos na consciência obscura do
mal.
Apesar de não ser fácil,
nossa aspiração deve consistir no desenvolvimento do nosso corpo em matéria
sublimada e divina, morrendo para habitar dimensões superiores da Vida. Como? O
Instrutor aconselha-nos enriquecer a mente de conhecimentos novos e purificá-la
nas correntes iluminativas do bem.
[1] Perispírito:
Mais "grosseiro" que o espírito e mais "sutil" que o corpo.
Constituído a partir do "Fluido Cósmico Universal", que
Kardec defendia ser a matéria primordial de que se compõe o universo.
