terça-feira, 28 de maio de 2013

Segunda morte

Segunda morte
                                   
                     Cristina Baracat

E  é morrendo, que nós nascemos
 pra vida eterna.

            No capítulo 6, do livro Libertação, psicografado por Chico Xavier, encontramos um diálogo curioso.  
         Para responder aos questionamentos de André Luiz, o Instrutor levanta a questão:  ... Já ouviste falar, (...), numa “segunda  morte”...(p.105)
         Afinal, o que seria isso? Morremos  uma segunda vez?    
O assunto vem à tona quando André Luiz e o Instrutor estão numa região trevosa com o objetivo de resgatar Gregório, um espírito endividado. Ao observar formas ovóides, as perguntas do aprendiz levam o Instrutor a explicá-lo como é a segunda morte.  A  exemplo de um professor atencioso, ele a divide em partes:
a)     Na primeira, ocorre com espíritos que necessitam se reencarnar na carne terrestre. Nesse caso, eles se submetem a operações redutivas e desintegradoras  dos elementos perispíriticos[1]  para renascerem;
b)    Na segunda, refere-se a espíritos mais evoluídos, que perdem o veículo perispíritico, conquistando planos mais altos.
O Instrutor expõe ainda uma terceira ocorrência. Diz respeito a personalidades ignorantes e más. São transviados e criminosos que perdem a forma perispiritual. Grande número,  imantam-se aos que se lhes associaram nos crimes.
O aprendiz, em diálogo com o Instrutor, as descreve como formas indecisas, obscuras. Assemelham-se a pequenas esferas ovóides, um pouco maior que o crânio humano.  
Essas formas ovóides  habitam as regiões trevosas, imantadas às entidades  afins, que de certa forma, são parceiros nos erros praticados.
Apesar de não ser fácil, nossa aspiração deve consistir no desenvolvimento do nosso corpo em matéria sublimada e divina. Como? O Instrutor aconselha-nos: enriquecendo a mente de conhecimentos novos e purificando-a nas correntes iluminativas do bem



[1] Perispírito: Mais "grosseiro" que o espírito e mais "sutil" que o corpo. Constituído a partir   do "Fluido Cósmico Universal", que Kardec defendia ser a matéria primordial de que se compõe o universo.

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