Alceu
e a Roda do Samsara
Antonio
e Cristina Baracat
Se um dos teus olhos te faz pecar,
arranca-o, e lança-o fora de ti, ... (Mateus, 18:9)
Segundo
as tradições do Oriente, a Roda do Samsara refere-se
ao nascimento, decrepitude e morte. Todos os
seres do universo participam deste movimento
contínuo. Apenas os que alcançam a iluminação
quebram esse ciclo.
A
lembrança da Roda do Samsara surgiu da leitura de (A
5ª Terra), livro de autoria do espírito Domingas,
psicografado por Carlos Baccelli. Refiro-me em particular ao
capítulo 22 intitulado Alceu.
E
qual seria o ponto em nossa “Roda do Samsara” que nos
faz andar em círculos, repetindo os mesmos erros?
Apegado
aos bens materiais, ao desencarnar, Alceu recusou-se
a receber qualquer ajuda espiritual de seu
cunhado também desencarnado.
A
solução encontrada para permanecer ligado ao plano terreno foi acompanhar
o filho encarnado até conseguir renascer
como neto de si mesmo e herdeiro da
própria fortuna.
Alceu
havia deixado o corpo há pouco mais
de um ano e voltou à carne logo. Não teve tempo para
aprofundar o conhecimento do mundo espiritual.
Casos
como esse acontecem com a maioria de nós que habitamos
este planeta. Por isso, volto ao início: qual seria a relação entre
Alceu e a Roda do Samsara? Vimos que a fraqueza de Alceu
é o apego à matéria.
E
qual seria a nossa fragilidade nesse caso? Às vezes, acreditamos superar
nossas limitações, mas uma situação concreta
nos surpreende.
Como
romper com erros recorrentes? Talvez a restrição seja o melhor
remédio. Bendito aquele que perdeu a fortuna
de repente; bendito aquele que se vê
constrangido por limitações físicas ou
psiquiátricas; bendito aquele que perde a sua posição social ...
Existem
diferentes caminhos para rompermos com
a Roda do Samsara e o
sofrimento suportado sem revolta é um deles. Ainda que seja
muito difícil lidar com a dor.

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