quarta-feira, 8 de maio de 2019

Doença e cura


DOENÇA E CURA
Maria Cristina Baracat

Estamos acostumados na vida cotidiana a cuidar somente de nossas dores físicas. Esquecemos que ela é um aviso, ou melhor, um alarme de que algo em nossa alma não se encontra bem.

A causa da dor física não estaria primeiro em nosso espírito, ou seja, em nossos hábitos contrários às leis divinas?

Em Missionários da Luz, escrito por André Luiz (Espírito) e psicografado por Chico Xavier, no capítulo 19, intitulado Passes, narra-se o caso de um senhor, que frequenta uma casa espírita, e está em tratamento.

André Luiz descreve a cena:   

À nossa frente estava um cavalheiro idoso, que o orientador examinou com atenção. Por minha vez, observei-lhe o fígado e o baço, que acusavam enorme desequilíbrio.

O chefe de auxílio esclarece que ele está em tratamento através do passe pela décima vez:

- Lastimável! - exclamou o chefe do auxílio, depois de longa perquirição. -Entretanto, apenas poderemos aliviá-lo. Agora, após dez vezes de socorro completo, é preciso deixá-lo entregue a si mesmo, até que adote nova resolução.

Anacleto explica que o aparente insucesso na cura da doença daquele homem está relacionado aos seus antigos hábitos:

- Este homem, não obstante simpatizar com nossas atividades espiritualizantes, é portador de um temperamento menos simpático, por extremamente caprichoso. Estima as rixas frequentes, as discussões apaixonadas, o império de seus pontos de vista. Não se acautela contra o ato de encolerizar-se e desperta incessantemente a cólera e mágoa dos que lhe desfrutam a companhia. Tornou-se, por isso mesmo, o centro de convergência de intensas vibrações destruidoras. (...)

Anacleto esclarece como a providência divina tem atuado no caso em questão:

Frequenta-nos há pouco mais de três meses e, durante esse tempo, já lhe fizemos as dez operações de socorro integral, alijando-lhe as cargas malignas, não só dos pensamentos de angústia e represália que ele provoca nos outros, mas também dos pensamentos cruéis que fabrica para si. (...)

Anacleto fala sobre a interrupção do socorro, para que a dor atue como processo educativo. Considera que no momento oportuno, ele receberá novamente o auxílio completo:

Agora, temos que interromper o serviço de libertação por algum tempo. A sós com sua experiência forte, aprenderá lições novas e ganhará muitos valores. Mais tarde, receberá, de novo, o socorro completo.

Esse fato encerra grande lição.

Sequer refletimos sobre a dor. Simplesmente lamentamos: Estou doente, quero me curar, não mereço passar por isso.

Esquecemos que a doença física é apenas o efeito de nossas atitudes, ou seja, de nossos antigos hábitos. Ainda é difícil para nós, seres de um planeta em evolução, cuidarmos primeiro da alma.

Quem sabe no futuro, não muito distante, a doença física não seja mais necessária? Mas até lá, compreendamos que ela é mecanismo da misericórdia divina para os nossos ajustes em busca da harmonia maior.

Nenhum comentário:

Postar um comentário