terça-feira, 1 de outubro de 2013

Espíritos hipnotizados

Espíritos hipnotizados
                                                                   Cristina Baracat
                                    
                                             
                         O coração tem razões
                                          que a própria razão desconhece...

            O livro Libertação, psicografado por Chico Xavier, em seu capítulo 15, entre vários temas, trata de um problema recorrente nos dias atuais: espíritos hipnotizados.
            No contexto deste livro, hipnotizar significa reter a atenção de alguém por uma espécie de atração irresistível. Assim, toda a atenção e a esperança do hipnotizado concentram-se numa ideia fixa.
            De modo geral, o hipnotismo pode ser considerado uma espécie de alienação psicológica em que o indivíduo atinge um estado de despersonalização no qual o sentimento e a consciência da realidade são diminuídos fortemente.
            Em princípio, André Luiz indaga ao espírito orientador, Gúbio, sobre o estado hipnótico de Gaspar, um espírito obsessor orientado para prejudicar uma jovem senhora encarnada. Ele é descrito de forma triste: o olhar quase vítreo, dava a ideia de paralisia da alma, de petrificação do pensamento. Vejam bem, ele era ao mesmo tempo hipnotizador e hipnotizado.
Gúbio esclarece que outros espíritos, ainda mais perversos, absorvem certos centros perispíriticos de Gaspar. Então, ele se detém numa obsessão: hipnotizar um espírito encarnado, no caso, Margarida. Como existem outros espíritos hipnotizando Gaspar, este perde a capacidade de ver, ouvir e sentir com elevação.
            Infelizmente, a cura de Gaspar será demorada, com passes contrários à ação paralisante, mas no momento adequado, conforme esclarece Gúbio.
            Lendo este capítulo, penso em quantas pessoas encarnadas se veem perdidas em estado de alienação. Elas povoam as ruas, os hospitais psiquiátricos, locais de trabalho e lares.
            Pergunto-me quantas vezes nos sentimos dominados por ideias fixas e destrutivas? Na verdade, “petrificamos” nossa sensibilidade ao ignorar sugestões acolhedoras e carinhosas ao nosso redor. Custamos a enxergar o que está à nossa frente e muitas das vezes complicamos o que deveria ser simples.

Acredito que este estado doentio, tão marcante na leitura deste capítulo, é mais comum do que parece.            No entanto, o Mestre Jesus nos deu a chave: entre a razão e o coração, fique com o sentimento.

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